sexta-feira, 31 de julho de 2009

Selinho do CL *-*

E ele chegou. Demorou mais chegou. Tá aqui o primeiro selinho do Chocolates e Limões, :D. Fiquei desde 00h fazendo ele, foram várias tentativas sem resultado. Mas, agora, ele tá aqui, bem aqui. :D Vocês não sabem como eu tô feliiz!

Chega de papo! Vou postar o selinho:

"Esse blog é como um bolo de chocolate: > Lindo > Doce > Delicioso"


As regrinhas dele são:

1. Colocar o selinho no seu blog.
2. Dizer quem te indicou o selo.
3. Listar três desejos que te deixariam mais doce de tão feliz.
4. Indicar sete blog's para receber o selo.

Bom, como o selinho é chocolatelimoense (rsrsrs) todos os seguidores do blog podem pega-lo. ;)

Bjins, espero que vocês tenham gostado do selo :D

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Entrando em "Marley & Eu"

“Marley não estaria mais orgulhoso se ele tivesse nos dado o Diamante Cor-de-Rosa. Como Bárbara Woodhouse sabiamente havia previsto, nosso animal anormal e mentalmente instável entrara na fase de se interessar por excrementos.”

“Juliana, dormir! São 3 horas da manhã! Vai, pra cama! Chega de ler!” gritou minha mãe.
“Mas, mãe...” tentei argumentar
“Mas nada! Vai, vai, vai! Pra cama!”
“Ta! Já entendi!”

Argh. Que saco. Logo agora que eu tava tão animada acompanhando a rotina de Marley? Sim, estou lendo ‘Marley & Eu’, do John Grogan. Quer dizer, estava lendo, até minha
mãe me interromper. Mas, já que não tenho escolha, vou pra cama. Quem sabe amanhã quando eu acordar eu leia mais. E, foi com esses pensamentos, que deitei em minha cama.

Ops, onde eu estou? Hmmm, legal. Vim parar em um restaurante ao ar livre em um teletransporte ou coisa do tipo. Ei, espera ai: o que é aqui correndo? Ah, um cachorro. Um labrador, para ser mais exata. Olha, ele está vindo na minha direção. Vem cá, cachorrinho. O que ele ta carregando? Uma mesa? “Espera, não, não, não, devagar! Devag...”

Ai. Minha cabeça dói. Ai, acho que não só minha cabeça mais como o resto do corpo também. Nossa, o que me atingiu?

“Olha, Jenny, ela está acordada.” Disse uma voz masculina
“Ah, graças a Deus!” Dessa vez, quem falou foi uma voz feminina.
“Huummm, moça?”
“Ai. Minha cabeça...” tentei dizer
“Huum, pedimos desculpas. Foi nosso cachorro.” Disse-me o homem. E virando-se para o cachorro murmurou “Viu o que você fez, Marley?”

Foi o que bastou. Dei um pulo do sofá que estava deitada e fitei o homem, a mulher, as duas crianças e o cachorro na minha frente.

“Marley???” repeti, esperançosa
“Sim, sim. Esse é o nome dele. Do cão, quer dizer. Demos esse nome à ele porque...”
“Porque Bob Marley é um cantor muito ‘presente’ nas rádios e CD’s desde que vocês se mudaram para sua antiga casa, certo?” Completei antes que eles pudessem falar. “E você, Grogan’s Majestic Marley of Churchill, como vai?”

Marley me lançou um olhar feliz, como se esperasse que eu fosse brincar com ele. Vi os adult
os trocarem um olhar preocupado. Eu sabia o motivo: eles não tinham contado a ninguém, exatamente ninguém, sobre o nome de futuro competidor de Marley. A sala ficou em silencio por cinco ou seis segundos, depois eu falei:

“John? Jenny? Tudo bem com vocês?” Outra troca de olhares preocupados.
“Como você...?” Começou Jenny.
“Simples, li seu livro, John. Marley & Eu. Quero dizer, ainda não terminei e tal, estou na página 197, mas dá pra ter uma idéia das cois...”
“Meu livro? Escrevi um livro? Pensei que iria escrever colunas pelo resto da vida!” exclamou John.
“Pois é, daqui a alguns anos você publica um livro. Esperem para ver, todos vocês.”

***

Algumas semanas se passaram e eu dormi na casa dos Grogan. Também era bom saber que eu não piorava nada, só ajudava de vez enquando, um exemplo é que agora John e Jenny saiam despreocupados para o trabalho, pois sabiam que eu iria ficar em casa com Marley e as crianças. Os meninos, Patrick e Conor, eram comportados, Marley também. Bom, algumas vezes. Tinha vezes que Conor saia gritando pela casa, com sua roupa de Super-Homem, “Mim Supe-Homim!”. Teve até um dia em que Marley pegou seus próprios dejetos e foi entregar para John. Ri litros quando vi, você tinha que ver a cara dele quando descobriu o que era o presentinho surpresa de Marley! Enfim, era mesmo muito bom morar com a família Grogan.
Mas, com o tempo, comecei a sentir falta de casa, minha mãe devia está preocupada e eu sentia saudades dela, do meu pai, do meu irmão e de toda a família. Comecei a pensar em como iria voltar, mas esses pensamentos só vinham quando eu deitava na cama e tentava me lembrar da noite que eu tinha ido parar lá por acidente.

Passou-se uma semana e em uma noite linda, eu e os Grongan resolvemos acampar. O que aconteceu? Começou a chover e Marley se apavorou tanto, mas tanto que pulou em cima de mim antes que John lhe desse os tranquilizantes. Contudo, dessa vez não foi igual a primeira que Marley me derrubou. Quando ele pulou em cima de mim e eu cai na grama, bati a cabeça em uma pedra.

‘AI! Essa doeu!’ pensei. E antes que eu abrisse os olhos não ouvi mais nada, apenas o barulho do meu ventilador. Confusa, olhei em volta e descobri que eu estava no meu quarto novamente. Quer dizer, novamente não, talvez eu nunca tenha saído de lá. Mas, tudo parecia tão real! Será que foi apenas um sonho? ...

• Pauta para o Blorkutando

terça-feira, 28 de julho de 2009

Anjos


Quem são os anjos
Com quem choro e rio
Nas horas duras
Ou doces momentos,
Com quem eu vibro
nas tardes de estio,
Com quem partilho francos pensamentos?

São jóias raras, preciosidades,
São amizades que trago no peito,
Que me apóiam
Quando há tempestades
E me aceitam
Como eu as aceito.

Tua pessoa sempre me fez crer
No bem da vida, num áureo porvir...
E esta amizade hei de merecer
Sinceramente, enquanto eu existir!...

(Oriza Martins)

Amigos: Nossa jóia preciosa que caiu do céu para ficar. Não na Terra, mas em nossos corações.

PS¹: Vocês já devem ter percebido que eu simplesmente A-M-O falar dos amigos, nê?
PS²: Altas horas! =D

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Medos e Sonhos

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Uma Viagem Submersa


Droga. Despertador idiota, por que tinha que me acordar? Aii, eca! No que estou deitada? Legal, em um bolinho de areia. O que? Um bolinho de areia? Espera, onde é que eu to? Que sede... Olha, tem três senhores ali...

- Hmmm, com licença, mas, o senhor teria um copo d’água?
- Senhorita, a água acabou a 7 dias. – respondeu o homem menor.
- Ah, claro. Obrigada.
Ele deve ter ficado louco. A água acabar? Pelo amor de Deus, a Terra tem 71% de sua superfície coberta de água. Pra onde foi toda essa água? Foi isso que eu perguntei à meu companheiro infeliz.
- Nossa água não é mais a mesma que foi há muitos anos atrás. Os seres humanos não souberam poupar o bem mais precioso que tínhamos e exageraram na quantidade dos produtos químicos. E assim, nossa água foi ficando poluída cada vez mais.

Estranhei quando ele disse ‘há muitos anos’. Afinal, há quanto tempo eu havia ficado desacordada?

- Parece-me que a senhorita não está à par com os acontecimentos. Deseja um jornal? – disse o do meio, quase lendo meus pensamentos.
- Sim, sim! Era o que eu mais queria! – respondi, eufórica.

O estranho me passou o jornal que ele usava como travesseiro.
Olhei a data e dei um pulo, deixando o jornal voar para longe.

- Tudo bem, moça? – perguntou-me um deles. Dos três senhores que haviam ali, aquele era o mais alto.
- Não! Claro que não está tudo bem! 2098? Quando foi que o tempo passou tão rápido?
- Desculpe, moça, mas o tempo não se alterou.

Tentei lembrar do que eu vinha fazendo nos últimos 89 anos... Praça, irmão, casinha... É isso! Eu devia ter entrado naquela casinha esquisita que eu e meu irmão vimos na praça. Meu irmão disse que aquilo era uma máquina... máquina... MÁQUINA DO TEMPO! Meldels! Então, eu tinha viajado no tempo e parado em uma época sem água no meio do deserto. Que sorte a minha...
- Há quanto tempo o senhor disse que não tínhamos água? – perguntei ao mais baixo.
- Há uma semana. – respondeu ele.
- O senhor saberia me dizer por quê a água acabou?
- Bom, todos sabíamos que a água potável um dia iria acabar, certo?
- Certo. – respondemos ao mesmo tempo eu e os outros dois estranhos.
- Mas, cientistas diziam que tinham a solução para quando isso acontecesse. – continuou ele - Segundo os prefeitos, eles iriam transformar a água do mar em água doce e o único problema era o que eles iriam fazer com todo o sal que ia sobrar. Enfim, aconteceu que a água potável acabou e quando eles foram buscar água salgada depararam com outro grande problema: a água estava tão poluída, mais tão poluída que eles não encontraram nenhuma maneira de deixar-la limpa.
- Nossa... – murmurei.
- Pois é. Agora, estamos aqui. Todos com sede, sem lar, sem comida. Todos morrendo em uma terrível seca.

Eu estava sem palavras para isso, então, resolvi caminhar um pouco. Ao longo da caminhada observei as famílias me olhando, todas pareciam surpresas com minha capacidade de andar, de enxergar perfeitamente bem. Algumas se limitavam apenas a ouvir meus passos, já que seus olhos não eram mais o que já tinham sido um dia. Doía em meu coração a dor que era obvia nas pessoas. Olhos secos, pele seca, boca seca. Aposto que aquelas pessoas não tinham mais do que dois dias de vida. Afinal, quem éramos sem água? A resposta é simples: ninguém. Precisamos e sempre precisaremos da água para viver.

Perdida nos meus pensamentos esbarrei com algo. Quando a olhei, uma alegria encheu minha alma. Ela estava ali, a casa máquina do tempo estava ali, bem na minha frente. Abri a porta. Lá estava ele, meu irmão, encolhido em um cantinho.

- Guilherme? O que você está fazendo aqui? – lhe perguntei
- Vim buscar você.

Sorri e entrei na casa. Poderia ter passado mil anos ou mil segundos, eu não perceberia a diferença. Eu e meu irmão saímos da casinha, seguindo para nossa casa. Lá, iniciamos uma Campanha Contra a Poluição do Mar, o CCPM. Nossa campanha, de início, era dirigida somente as pessoas do nosso bairro. Depois de anos, foi crescendo e crescendo. Até que o mundo todo adotou a CCPM.

Um dia eu resolvi imaginar como estava as pessoas que vi no futuro. Sorri quando imaginei elas felizes, sem dor – quer dizer, a falta de água não iria lhes proporcionar secas. Imaginei também se elas saberiam o que fizeram no passado para proporcionar-lhes tamanho conforto, pelo menos no sentido da água. Mas, eu lembrei, as pessoas não podiam ver o passado, elas viviam do passado e não sabiam que aquilo podia salvar-las de um terrível destino. Bom, pelo menos era isso que eu achava até sonhar com todas elas felizes e agradecendo à mim e à meu irmão.

PS¹: Pauta para o Blorkutando
PS²: Sei que ficou meio grandinho (grandinho? Grandão, é mais apropriado), mas eu não consigo segurar quando minha imaginação entra em ação. ;)